segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Defesa do Consumidor

Assumi, dia 08 de agosto de 2008, a pedido e por designação do Sr. Prefeito Municipal, Jair Alves de Oliveira, a Coordenadoria Executiva do Procon de Boa Esperança.
Agora, começamos uma nova era. Para mim, que precisarei de um aprendizado intensivo sobre o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, que terei mais contato com o Ministério Público Estadual, pois a coordenação geral é feita por ele. E para os meus aqui colegas, que terão um novo coordenador que pretende ser um novo amigo, um colega de trabalho, mas que tem a obrigação de cobrar os resultados, de monitorar todo o funcionamento do sistema, de ver se conseguimos implementar um melhora significativa no serviço de atendimento ao consumidor e nos serviços prestados em todo o nosso município.
Espero conseguir. Preciso da ajuda de todos. E de Deus, que jamais me deixou em dúvida sobre Ele!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A Morte do Cachorro!

Outro dia, sofremos uma perda grande. Nosso cão, o Fiel, pastor canadense de 09 anos, morreu. Sofreu muito nos extremos da agonia... Mas foi fiel até o fim, esperando a nossa chegada em seu socorro, mesmo que nada mais se pudesse fazer, morrendo em nossos braços. Soubemos depois que havia sido envenenado com chumbinho, ato praticado por alguém que já fez o mesmo umas trinta vezes, mas não soubemos quem foi o arteiro.

Mas o sofrimento não seria só este. O André não sabia da morte do seu amigo, o Fiel. Dissemos a ele que o cão estava velhinho, doente, e o Papai do Céu o levou embora, para cuidar dele e curá-lo. Mas ele não se conformou. Perguntava todos os dias quando o amigo voltaria. Solução: dissemos a ele que Papai do Céu viu que o Fiel estava muito doentinho, pôs nosso grande amigo em uma máquina, encolheu-o e ele voltaria logo logo como um bebezinho, para o André cuidar dele.

Bingo! Foi uma solução mágica. Ele aceito prontamente a explicação. Mas o problema não acabou aí: - Papai, quando o Fiel voltará? Ai, ai, ai!

Outra solução: encontramos um filhote igualzinho ao Fiel. Compramos o bichinho e resolvemos o problema novamente. Ele adorou cuidar do cachorrinho, filhotinho... Continua adorando e cuidando do Fiel com todo gosto.

Mas, por umas voltas destas da vida, falei com ele que um dia eu devo ir para o céu, embora sejamos todos de formação espírita. Que má nota! Ele ficou entristecido, sem entender como poderia ser isto... Chegou a chorar, lamentando-se como viveria sem o papai, somente com a mamãe.

Expliquei a ele que a mamãe e o papai jamais sairão de perdo dele. Disse que ficaremos velhinhos, cabecinhas brancas e que ele irá cuidar de nós, vai dirigir o carro pro papai, levar-nos ao médico, enfim.

Ufa! Parece que contornamos o efeito nefasto de uma prosa ruim destas. Mas ele ainda está meio triste, às vezes toca no assunto. Fiquei tremendamente triste com o ocorrido. Agora, estou ligando durante o dia, buscando mais contato com ele para apagar esta impressão.

Credo! Criança é muito ligada!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

COPA DE 78

Eram tempos mais românticos... Naquela década, eu, criança ainda, órfão de pai desde 1974, tinha na minha valorosa mãe um exemplo de garra e persistência. Fazia de tudo para que tivéssemos sempre o melhor, dentro de suas possibilidades e das dificuldades naturais de um Regime Militar e do pais em si, ainda privado de inúmeras possibilidades de crescimento e à margem da evolução.
Mesmo com todo o seu esforço, ainda nos faltavam algumas coisas. Eu me lembro de tínhamos apenas uma TV Standard Eletric, toda bege clara, à válvulas, com os botos giratórios, som mais ou menos e imagem igualmente mais ou menos. Colorida, só a caixa externa mesmo. Era imagem em preto e branco. Meu avô materno assistia ao Repórter Esso.
Dormíamos cedo e brincávamos muito o dia todo. Não havia preocupação quanto à violência. Apenas em nos divertirmos o máximo com o mínimo que se tinha disponível.
Quase nenhum amigo tinha muito brinquedo ou muita vantagem sobre os outros. Eu me lembro bem que o Marcelinho tinha TV a cores em casa, na Rua Dr. Sales. Eu ia para a casa deles, às tardinhas, para assistir ao seriado Pinochio, jé que colorido era muito mais bonito. Minha mente de criança achava o máximo aquele colorido! Víamos também o Speed Racer, grande sucesso de minha geração, hoje nos cinemas.
Quando se aproximou a Copa do Mundo, na Argentina, minha mãe comprou uma TV a cores, Telefunken. Foi uma festa! Para nós, todos crianças, era o máximo ter uma TV a cores em casa. Vimos a derrocada do Brasil na Copa do Mundo, perdendo invicto um título depois da Argentina ter comprado o jogo do Peru e goleado por 6 a 0 - placar que precisava.
Mas valeu. Tudo era diversão mesmo...

domingo, 20 de julho de 2008

Boa Esperança!


Somos privilegiados. Vivemos em uma cidade muito aprazível, saudável, que esbanja beleza e possibilidades de laser.

Estamos vivendo uma época de prosperidade nacional. Esperamos que nossa cidade, tão bela, tenha o mesmo destino promissor.

MAIS CAVALADA

Estas imagens foram capturadas em 19/07/2008, às 13h30, aproximadamente. Vejam os amigos internautas que a facilidade é grande. Os amigos cavaleiros andam tranquilos pela Beira Lago, inclusive sobre os canteiros jardinados pela Prefeitura.
Na rotatória, mais ao final do vídeo, eles sobem novamente na calçada, avançando sobre os transeuntes e os veículos que estavam circulando.
As imagens não são tão boas nem tão precisas porque foram captadas pelo celular.
Amigos, vou encerrar aqui minha indignação. Primeiro porque não pretendo enchar os olhos de quem lê com as minhas lamúrias. Segundo, para evitar um monoideísmo nefasto.

sábado, 19 de julho de 2008

"CAVALADAS EM BOA ESPERANÇA"


Ando espantado com a quantidade de cavalos, soltos e montados, em nossa cidade. Dia 13/07/2008, voltando do almoço na Festa do Boi no Rolete que estava mesmo muito boa - deparei-me com dois cavaleiros na Beira Lago, SOBRE O PASSEIO, obrigando os transeuntes, especialmente os que faziam sua salutar caminhada, a descerem para a rua para não serem atrolepados. Eu tirei duas fotografias com o celular e pretendo ver como publicá-las aqui. Prometo fazê-lo logo.
Hoje, mesma coisa: três cavaleiros se esbaldando na Beira Lago, sobre o passeio, no gramado, enfim... Desta vez, filmei com o celular. Assim que possível, publicarei as imagens, que servem de indignação.
Como cidadão, entendo que todos têm o direito de passear pela cidade. Se a cavalo, devem seguir as mesmas restrições que os demais veículos.
A lei de trânsito é a mesma para TODOS, inclusive cavaleiros, ciclistas, motociclistas, motoristas e pedestres, embora quase ninguém a observe, nem mesmo ao volante.
Decepciono-me muito e sofro bastante, porque minha indignação com o descaso pela vida é grande.
Espero - antes do meu desencarne - ver uma melhora no trânsito e na violência de nossa cidade e de nosso país.

domingo, 8 de junho de 2008

Academia Dorense de Letras - 10 anos!

07 de junho de 1998.

Um passo enorme para a cultura de Boa Esperança tomou corpo: um grupo de notáveis e cultos escritores se reuniu em torno de um ideal e deu forma a um sonho que povoava o imaginário de muitos.

Sonho que se sonha só

É só um sonho que se sonha só

Mas sonho que se sonha junto é realidade.

Raul Seixas assim bem se expressou, com sua inspiração conhecida. E deu a isso o nome de Prelúdio, primeiros passos, iniciação, aquilo que precede ou anuncia alguma coisa, prenúncio. Foi mesmo o prenúncio de iniciativa de extrema grandeza!

Caminhando nas pegadas de Machado de Assis, Rui Barbosa, Olavo Bilac, José do Patrocínio, Clóvis Beviláqua, e outros notáveis, liderados pelo inesquecível José Lourenço Leite Naves, o sonho recebeu o inolvidável nome de Academia Dorense de Letras! Estava aberto o caminho para a iluminação da comunidade acadêmica de nossa cidade!

A idéia era “fundar um movimento cultural e literário” que pudesse promover a “disseminação da cultura, da verdade e do bem”, como se lê claramente na Ata de Constituição da nossa ADL.

Vemos aqui um objetivo maior, altruísta. Nenhum daqueles ilustrados fundadores trazia consigo interesses meramente pessoais. Visava-se o bem comum, o desenvolvimento das letras, da cultura e a busca pela verdade, esta última a pedra de toque da Humanidade em todos os tempos.

Foi eleita nossa primeira Diretoria, por aclamação, naquele mesmo ato, que ficou assim composta:

Presidente: Farmacêutico José Lourenço Leite Naves;

Primeiro Vice-Presidente: Comendador Geraldo Freire da Silva;

Segundo Vice-Presidente: Farmacêutico João Júlio de Faria;

Primeiro Secretário: Mário de Oliveira Moscardini;

Segundo Secretário: Professora Áurea Neto Pinto;

Tesoureiro: Professor Érik Figueiredo Freire;

Diretor de Publicidade: Doutor Wagner Augusto Portugal;

Diretor de Cerimonial: Professor Militão Batista Brasileiro;

Diretor de Biblioteca: Bancário Rui de Souza.

Para o Conselho Fiscal, foram eleitos igualmente por aclamação os seguintes acadêmicos:

Efetivos:

Professor Antônio Borges Maia;

Professora Jane Marilda de Oliveira;

Universitário Rogério Moreira.

Suplentes:

Professora Cecília Figueiredo;

Professor Rander Maia;

Doutor Cassimiro Túlio Freire Silva.

Imagino que deve ter sido uma boa farra, uma verdadeira farra literária, pois que ali presentes cérebros de tão elevada cultura somente se poderia alcançar debates e proposições de elevada significação.

No mesmo dia, ato contínuo, por excesso de zelo – como era do seu proceder – o Senhor Presidente eleito da ADL deu prosseguimento aos históricos trabalhos daquele dia, passando-se à ouvida do Hino Nacional e à invocação a Deus. Estes salutares hábitos são mantidos até hoje nas sessões desta Academia.

Socialmente, prestaram-se algumas homenagens a personalidades importantes da cultura de nossa terra, como o prezado Dr. Olavo Freire Silva, patrono especial da Academia. Em seguida, o acadêmico Dr. Geraldo Freire da Silva falou sobre o papel de uma academia de letras no cenário histórico e cultural da sociedade humana, frisando que Boa Esperança, terra de notável índice cultural e cívico, preenchia lacuna sentida no seu seio cultural.

Reforçou o louvor merecido pela iniciativa e entusiasmo do Doutor José Lourenço, indiscutivelmente o maior mentor desta Casa de Letras, a quem devotamos hoje nosso reconhecimento e as homenagens devidas ao grande literato, ao poeta que me propiciou o deleite de ouvi-lo recitar, vez ou outra, de cor, todo o seu romantismo.

Foi dado aos presentes o prazer de ouvir o Acadêmico Mineiro de Letras, Dr. Milton Reis, que manifestou suas congratulações pela fundação da ADL, colocou-se à disposição para auxiliar no que fosse necessário, demonstrando em sua fala a sua peculiar cultura literária e histórica.

Prece sentida proferida pelo acadêmico Mário Moscardini, após leitura de soneto de José Lourenço Leite Naves, precedeu ao encerramento daquela sessão histórica e emocionante, sendo exortados todos os acadêmicos a ajudarem a carregar a bandeira então erguida.

Após ser ouvida por todos a música Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo, passou-se à nominata de todos os acadêmicos apresentados e aplaudidos pelos presentes.

Em sessão datada de 28 de junho de 1998, foi posto em votação projeto de Regimento Interno da ADL. Ainda, pelo saudoso acadêmico Antônio Borges Maia, foi proferido panegírico de seu patrono, Dom Inocênio Engelke, sendo aplaudido pelos presentes devido à sua conhecida cultura e estilo peculiar.

Também falou de seu patrono o acadêmico Lamartine da Silva Miranda, que escolheu o mineiro João de Guimarães Rosa. Foi igualmente aplaudido por todos.

O regimento interno foi aprovado, não sem antes ser acaloradamente debatido pelos acadêmicos, que teceram seus providenciais comentários sobre o seu texto.

Ainda se votou a admissão de três sócios correspondentes, aprovados unanimemente pela assembléia, além do lançamento do livro “Última Edição”, do confrade Tácito Naves Sanglard, que, em nobre gesto, doou o produto do lançamento à Academia e ao Grupo das Samaritanas.

Em agosto de 1998, outra reunião deu-se no recinto da Secretaria Municipal de Educação, sendo uma sessão magna, onde se homenageou a memória dos saudosos Dr. Laércio Freire Silva e Jacintho Felizali, que recentemente haviam deixado este planeta, respectivamente pelos acadêmicos Áurea Neto Pinto e Mário Moscardini.

Agradeceram as homenagens o Dr. Celso Barbosa Freire, em nome da família de seu saudoso pai Laércio Freire Silva, e Denise Felizali, representando a família de seu avô Jacintho Felizali.

Saudosos confrades e confreiras ilustraram os anais desta agremiação, sublime assembléia de letras, sempre com intuitos altaneiros!

Saudosos mas sempre lembrados, porque imortais são as obras que tornam imortais os seus artífices. Foram artífices de grandes obras, que legaram à posteridade uma enormidade de literatura, de bom convívio, de amizades que transcenderão, certamente, os umbrais do passamento.

Serão sempre lembrados pelo fardo que encararam com extrema hombridade, deixando-nos herdeiros de uma Academia de Letras que apenas decenária, ainda nem adolescente, já consegue auferir seus primeiros objetivos: a “disseminação da cultura, da verdade e do bem”.

Certamente, temos hoje uma tarefa menos penosa. A parte mais difícil foi feita. Os desbravadores do conhecimento, como aqueles Bandeirantes de nosso surgimento como Nação, abriram os caminhos na mata selvagem da ignorância, criando uma nova bandeira a ser carregada com orgulho por todos os esperancenses.

Como Platão, que legou à humanidade a acepção de Academia como o local de reunião e de disseminação de grandes conhecimentos, nossos fundadores legaram a Boa Esperança esta que é o nosso orgulho: Academia Dorense de Letras!

Peço vênia por empenharem-me os ouvidos por tanto tempo. Cumpriu-me a doce tarefa de ler documentos históricos, pinçando deles um ou outro aspecto relevante para ser trazido aqui. Agradeço por esta honraria!

Por certo, nosso intento foi trazer breve relato. Mas estamos certos de que a Academia Dorense de Letras, com sua decenária história, logrará o êxito proposto em sua fundação!

Caminhamos pelas lides tortuosas da cultura em um mundo onde esta mesma cultura sofre com a constante mudança de costumes, de linguagem, esta enriquecida pela facilidade de informação e empobrecida, em certos casos, pelo malsinado internetez.

Mas venceremos, pois lutamos o bom combate e guardamos a fé, como sabiamente se lê no Livro Sagrado: a fé nas letras.

À Academia Dorense de Letras por esta especial deferência, muito obrigado! E a todos, igualmente, pela paciência!

Boa noite!

Oração proferida pelo Acadêmico Sílvio Antônio Machado de Figueiredo, em 03/06/2008, no Radium Clube Dorense, em Boa Esperança – MG, em Sessão Solene em comemoração aos 10 anos da Academia Dorense de Letras.