terça-feira, 30 de outubro de 2012

AINDA NO ESPIRITISMO OS AGÊNERES COM AS SUAS VARIANTES CONGÊNERES

Por causa de dúvidas sobre os agêneres entre leitores desta coluna de O TEMPO, esclarecerei melhor esse assunto bíblico e espírita. E, de início, deixo claro que agênere é uma materialização palpável e longa de um espírito. A Igreja Católica, a Ortodoxa Oriental, as Protestantes e as Evangélicas não falam geralmente nesse assunto, talvez porque ele seja também espírita. Os docetistas, do início do cristianismo, achavam que Jesus fosse um agênere, isto é, que Ele tivesse um corpo apenas aparentemente carnal. Mas o evangelista João afirma que quem disser que Jesus não veio em carne, é do anticristo. (1 João 4:2). Kardec segue o evangelista João. Agênere vem do grego: “A” é não, e “geine” é gerar. Agênere é, pois, não gerado. Mas não no sentido de forma, e sim, no de não ser gerado como o são os demais seres humanos. Com relação ao seu gênero, Kardec a empregou como substantivo masculino: “Un Agénère” em francês. É que ela se refere ao serhumano. Guillon Ribeiro empregou-a no masculino. Daí que eu a estou usando também no masculino, embora os dicionários do Brasil e de Portugal a tragam no feminino. (“O Espiritismo de “A a Z”, Organização de Geraldo Campetti, FEB, Brasília (DF), 1997. Na Bíblia, temos aparições de agêneres e materializações de espíritos. O Anjo Rafael foi um agênere. Materializado, por longo tempo, acompanhou Tobias, filho de Tobias, em uma viagem. (Bíblia Católica). Outro exemplo bíblico são as aparições ou materializações de Jesus, depois de sua morte, as quais equivalem à sua própria Ressurreição, ou melhor, ressurreições, pois cada aparição de Jesus é uma ressurreição, um ressurgir ou uma manifestação de seu Espírito desencarnado materializado. A Bíblia fala que essas aparições ou ressurreições de Jesus aconteceriam só a partir do terceiro dia após sua morte, pois, às vezes, os espíritos dos mortos manifestam-se logo depois da morte, e até mesmo na hora da morte. Melquisedeque é mais um exemplo bíblico de agênere, o qual apareceu a Abraão. “Para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz. Sem pai sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente.” (Hebreus 7: 2-3). Os agêneres e os espíritos materializados aparecem ora tateáveis, ora não tateáveis. A Maria Madalena, Jesus lhe pediu que não a tocasse. Já a Tomé, Ele aparece tateável, pedindo-lhe que tocasse seu ferimento, e constatasse que era Ele mesmo e não outro espírito qualquer. Esses fenômenos de materializações e de agêneres são naturais e não sobrenaturais ou milagrosos. É, pois, superstição afirmar que eles são fenômenos milagrosos, com intervenção direta de Deus, só porque envolvem espíritos dos mortos. Aliás, os espíritos dos mortos continuam no seu mesmo grau de evolução moral e espiritual, ao voltarem para Deus (Eclesiastes 12:7), não virando, pois, santos, só porque se separaram dos seus corpos mortos que estão voltando ao pó nos cemitérios! PS: 1) Meus agradecimentos especiais à Isabel Saraiva e ao eu esposo Joaquim Saraiva pela carinhosa acolhida que deram a mim e à minha esposa, durante a temporada de minhas palestras em Portugal, no XIX Fórum Espírita Nacional. 2) Parabéns ao jornal O TEMPO, por ser o quality paper mais vendido nas bancas de Minas Gerais.

sábado, 17 de março de 2012

Mediunidade... Profissão?

Allan Kardec
Revista Espírita - Fevereiro de 186 - FEB
(O Sr. Home em Roma)


(...)

Nunca repetiríamos em demasia: a melhor garantia de sinceridade é o desinteresse absoluto. Um médium é sempre forte quando pode responder aos que suspeitassem de sua boa-fé: “Quanto pagastes para vir até aqui?”

Ainda uma vez: a mediunidade séria não pode ser e jamais será uma profissão. Não só porque seria moralmente desacreditada, mas porque repousa sobre uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e variável, que nenhum dos que a possuem hoje está certo de a possuir amanhã. Só os charlatães estão sempre seguros de si mesmos. Outra coisa é um talento adquirido pelo estudo e pelo trabalho que, por isso mesmo, é uma propriedade, da qual é naturalmente permitido tirar partido. De modo algum a mediunidade está neste caso. Explorá-la (e como vem sendo explorada hoje no próprio meio espírita...) é dispor de uma coisa da qual realmente não se é dono; é desviá-la de seu objetivo providencial; mais ainda: não é de si próprio que se dispõe: é dos Espíritos, das almas dos mortos, cujo concurso é posto a prêmio. Este pensamento repugna instintivamente. Eis por que em todos os centros sérios, onde se ocupam do Espiritismo santamente, religiosamente, como em Lyon, Bordeaux e tantos outros lugares, os médiuns exploradores seriam completamente desconsiderados.

Que aquele, pois, que não tem de que viver procure alhures os recursos e, se necessário, só consagre à mediunidade o tempo que materialmente a ela possa devotar. Os Espíritos levarão em conta o seu devotamento e os seus sacrifícios, ao passo que, mais cedo ou mais tarde, punem os que esperam dela fazer um trampolim, seja pela retirada da faculdade, pelo afastamento dos bons Espíritos, pelas mistificações comprometedoras, seja por meios ainda mais desagradáveis, como o prova a experiência.

(...)

Se insistimos novamente sobre a questão do desinteresse dos médiuns, é que temos razões de crer que a mediunidade fictícia e abusiva é um dos meios de que se servem os inimigos do Espiritismo com vistas a desacreditá-lo e o apresentar como obra do charlatanismo. É necessário, pois, que todos os que se interessam vivamente pela causa da doutrina se deem por advertidos, a fim de desmascarar as manobras fraudulentas, se houver, e mostrar que o Espiritismo verdadeiro nada tem de comum com as paródias que dele poderiam fazer, e que repudia tudo quanto se afaste do princípio moralizador, que é sua essência.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Reflexão do Dia!


Senhor!...
Não nos consintas acreditar na fraqueza quando nos
revestes a existência com recursos inesgotáveis para o
trabalho e nem nos permitas crer na necessidade do
ressentimento, quando nos impeles a viver, cada dia, em
pleno oceano de amor.
Meimei e Chico Xavier
Do livro: Sentinelas da Alma



658 - A prece é agradável a Deus?

- A prece é sempre agradável a Deus quando é ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para ele, e a prece do coração é preferível à que se pode ler, por bela que seja, se a lês mais com os lábios que com o pensamento. A prece é agradável a Deus quando ela é dita com fé, fervor e sinceridade. Mas não creais que ele seja tocado pelo homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que isso seja, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade. - O Livro dos Espíritos - Editora IDE

Orando cada dia
Meimei e Chico Xavier
Do livro: Sentinelas da Alma - IDEAL



Senhor ! ...
Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.
Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes, não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.
Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.
Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.
Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com os meus recursos, entretanto, por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos, aos quais devo convivência e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.
Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinaste.
E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em ti, servindo aos outros.

Assim seja.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Reflexão do Dia.

Liguemos o coração à usina do Cristo e não
nos faltarão recursos de otimismo e iluminação.
Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Pérolas de Sabedoria


Amargura
Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Vinha de Luz - FEB


"Tende cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem." - Paulo. (Hebreus, 12: 15.)

Para bem servir ao Senhor, não é razoável marchemos ao longo do trabalho honroso à maneira de cooperadores lacrimosos e descontentes.
A mágoa, muitas vezes, traduz desconfiança e deslealdade.
O coração operoso e confiante nunca perde o otimismo, colocando-se, antes de tudo, à frente do Infinito e da Eternidade.
Há dificuldade e problemas?
Prossigamos em serviço e o Mestre Divino oferecer-nos-á a solução.
Há sombras?
Lembremo-nos de que não há nuvens eternas, porque o Centro da Criação é Luz Imperecível.
Há quedas?
Estejamos convictos de que o reerguimento não se fará esperar.
O dever do trabalhador é continuar a tarefa que lhe foi conferida, tanto quanto a obrigação do servo fiel é marchar na realização do programa de quem lhe concedeu a bênção do serviço edificante.
Tenhamos em mente que, em favor do êxito geral de nosso esforço, é imprescindível o incessante combate às raízes de margura no coração. Se brotarem livremente, serão venenosos arbustos, prejudicando a movimentação dos interesses coletivos de elevação e paz.
Guardemos reflexão e prudência, mas destruamos a amargura injustificável, para que não perturbemos a obra do Mestre e para que os nossos amados não se privem da graça de Deus.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Reflexão do Dia

Aprendamos conforme o Mestre dos mestres,
analisemos de conformidade com o justo Juiz e
sirvamos com a humildade e alegria do Senhor, que
é também o sublime Servidor.

Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Pérolas de Sabedoria - Vinha de Luz


Terapêutica Desobsessiva
André Luiz e Chico Xavier
Do livro: Meditações Diárias - IDE


Você pode:

Ter cometido muitos desatinos e viver agora em aflitiva atmosfera de culpa;
Achar-se doente;
Haver passado por terríveis desanganos;
Estar respirando no clima de prejuízos e fracassos;
Carregar conflitos interiores;
Anotar-se sob nuvens de tentações e desafios;
Encontrar-se em desânimo;
Observar-se em luta contra perigosos pensamentos negativos;
Reconhecer-se ante a pressão de numerosos adversários;
Encontrar-se em desânimo;
Admitir-se em luta diante da crítica.
Você, enfim, talvez se veja em qualquer estado de introdução ao desequilíbrio espiritual, prestes a cair sob cadeias obsessivas... Mas, se você realmente deseja livrar-se disso, deve compreender, antes de tudo, que precisa de esclarecimento e de amparo. Entretanto, para que você obtenha luz e auxílio é indispensável adote duas atitudes fundamentais:
Estudar e raciocinar, a fim de se instruir;
Trabalhar e servir para merecer.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Reflexão do Dia

Ilumina onde estejas

Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Ceifa de Luz - FEB


"Vós sois a luz do mundo..." - Jesus (Mateus, 5:14)

Observa em torno de ti:

- a noite da culpa;
- as trevas da delinquência;
- as sombras da obsessão;
- o labirinto das provas;
- as furnas da indiferença;
- os cárceres do egoismo;
- as tocas da ignorância;
- o nevoeiro da angústia;
- as núvens do sofrimento;
- a neblina das lágrimas.

Relacionas os recintos da vida onde as necessidades da alma nos obscurecem os caminhos e estende o auxílio e compreensão, paz e esperança onde estiveres.
Disse-nos o Cristo: "Sois a luz do mundo".
E toda criatura é uma fonte de luz por ser, em si, uma fonte de amor."

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Reflexão do Dia

Mandato de Caridade
Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Ave, Cristo! - FEB

Se desprezamos o próximo, como atender ao nosso mandato de caridade?

Cristianismo é viver o espírito do Cristo em nós.

Vemos no estudo das narrativas apostólicas que as legiões do Céu se apossam da Terra, em companhia do Senhor, transformando os homens em instrumentos da Infinita Bondade.

Desde o primeiro contato de Jesus com a Humanidade, observamos a manifestação do mundo espiritual, que busca nas criaturas pontos vivos de apoio para a obra de regeneração.

Zacarias é procurado pelo anjo Gabriel que lhe comunica a vinda de João Batista. Maria Santíssima é visitada pelo mesmo anjo, que lhe anuncia a chegada do Salvador. Um enviado celeste procura José da Galiléia, em sonho, para tranquilizá-lo, quanto ao nascimento do Redentor.

E, erguendo-se o Mestre Divino, entre os homens, não se limita a cumprir a Lei Antiga, repetindo-lhe os preceitos com os lábios. Sai de si mesmo e coloca-se ao encontro das angústias do povo. Limpa os leprosos da estrada. Estende mãos amigas aos paralíticos e levanta-os. Restitui a visão aos cegos. Reergue Lázaro do sepulcro. Restaura doentes. Reintegra as mulheres transviadas na dignidade pessoal. Infunde aos homens novos princípios de fraternidade e perdão. Ainda na cruz, conversa amorosamente com dois malfeitores, procurando encaminhar-lhes as almas para o mais alto.

E, depois dele, os apóstolos abnegados continuam-lhe a gloriosa tarefa do reerguimento humano, prosseguindo no ministério do esclarecimento da alma e da cura do corpo, devotando-se ao Evangelho até ao derradeiro sacrifício.

Urge, assim, não nos afastemos do trabalho e da luta. Há construções no plano do espírito, como existem no campo da matéria. A vitória do Cristianismo, com a livre manifestação do nosso pensamento, é obra que nos compete concretizar.

Não aguardes, por agora, senão renúncia e sacrifício... Jesus até hoje não foi compreendido, mesmo por muitos que se dizem seus seguidores.

Auxilia, perdoa e espera!...

As vitórias supremas do espírito brilham além da carne.